"Bom Dia", por José Luís Peixoto

Créditos: José Luís Peixoto

Que estas palavras, desta vez, não sejam apenas uma repetição, sílabas monótonas, gastas pelo tempo passado à espera de serem utilizadas, às voltas no bolso, entre chaves e moedas. Que estas palavras, desta vez, não sejam apenas boa educação e protocolo, burocracia, V. Exª em papel timbrado, envelope comercial, selos fiscais. Que estas palavras sejam um brilho quase impercetível, uma nitidez a contornar os objetos, que sejam esperança a facilitar todos os gestos, a aligeirar todas as ideias. Sim, que este seja um dia leve, as decisões a deslocarem-se como aragens, silêncio que prescinde de ser nomeado mas que está lá, por baixo ou por detrás de tudo, necessário, imprescindível.

Desejo que o tempo deste dia flutue, que seja respirado como ar limpo, ar que sacia até as sedes mais áridas. Desejo que este dia seja como a memória que tens dos melhores dias, aqueles que agradecerás sempre. Ainda bem que viveste esses dias, datas tatuadas, ainda bem que tens este dia para viver. Olha em volta, anima-te de simetria, reconhece neste mundo a sua própria presença, a tua própria presença.

Hoje, agora, o mundo e tu existem ao mesmo tempo, são inseparáveis. Cada um dos teus propósitos transporta o mundo. Contigo, seguirá numa ou noutra direção e, repara, esse é o único mundo, não conhecerás outro.

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[EscreVivendo] "Nunca me esqueci de ti"

Hoje é mais um dia a tentar fazer um esforço para acordar, para te voltar a procurar, para te encontrar e te ter de volta. É mais um dia de luta e de busca por um sentido para a minha vida.

Não sei mais o que fazer, filha. Não sei como me reerguer, sinto que não fui uma boa, mãe. Não fui uma boa mulher, nem tão pouco uma distinta guerreira. Fui uma fraca e deixei-me vencer pelo medo. Perdendo-te. Anseio como a própria vida poder sentir que esta perda não é definitiva e eterna mas apenas fruto de um erro temporário e impensado.

Fazes-me falta. Faz-me falta, o sorriso que me fez rejuvenescer quando te vi pela primeira vez. Faz-me falta, o toque único da tua mão pequena, tão pequena que era capaz de caber no mundo inteiro. Faz-me falta ter alguém para cuidar e para mimar, faz-me falta a vida que tu trazias à minha vida, a felicidade de que eu era feita. A parte de mim que partiu contigo e que fazia parte de nós.

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[Resenha] “Uma passagem para sempre” – Inês Ramos Rocha

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Sinopse:

E quando um acontecimento inesperado muda toda uma vida?
Quando achamos ter o mundo aos nossos pés, quando nos sentimos seguros e somos atingidos por algo que não conseguimos controlar?
Quando damos tudo de nós e arriscamos entrar num mundo desconhecido com uma completa desconhecida.
Érica achava estar a viver um conto de fadas, não sabendo que estava a entrar num labirinto em que lhe seria difícil sair.
A teia feita de mentiras, era a cama onde passara a dormir.
Conseguiria ela sair desse mundo? Ou seria esse o mundo que escolheria ficar?

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