“O possível é o futuro do impossível”, por José Luís Peixoto

Todo o impossível poderá vir a ser possível. Assim, não há nenhum motivo para fazer cara de peido e dizer: não, acho que não vai correr bem.

É tão bom ter a melhor ideia da vida. Mesmo que se tenha três ou quatro vezes por semana a melhor ideia da vida, é tão bom de cada vez que acontece. Ao encontrar-se um novo sentido, é o mundo todo que renasce. Uma boa ideia carrega em si o tamanho do mundo, uma espécie de felicidade incandescente.

A explosão de um fósforo: a ideia inicia-se num ponto. Existe um mistério essencial nesse instante que separa o nada de qualquer coisa. O nada é transparente, pode ser atravessado por gestos e preenchido. A ideia é qualquer coisa e, por isso, fascina, cativa a atenção, como as lareiras das manhãs de inverno. A ideia ateia-se, expande-se através do sentido. Uma ideia pode incendiar o mundo inteiro. Os exemplos são tantos, é desnecessário enumerá-los. As ideias são fogo, fazem corar as faces. Quando se tenta contar uma ideia, luta-se com os limites das palavras. Nesse momento, a esperança é que o outro se possa inclinar nas janelas dos nossos olhos e, descobrindo-se no alto de uma torre, possa ver tudo o que contêm, horizonte, distância.

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[Ao Teu Lado] Quem já leu… #23

Trago-vos desta vez a opinião da blogguer Catarina Andrade do blogue DreamCate, que já tinha lido e resenhado o meu segundo livro e primeiro romance, “Um Amor Inexplicável”.

Aqui fica:

Hoje venho falar-vos um bocadinho do último livro que li – Ao Teu lado. Livro escrito pela Ana Ribeiro, uma jovem autora Portuguesa.

Este livro conta-nos a história de Ana e Miguel, desde a infância até à idade adulta. A história acompanha o desenvolvimento da amizade e do amor entre estas duas personagens. É uma história muito bonita, recheada de lições de vida e de alguns clichés – não posso mentir – que nos permite sonhar e por momentos acreditar que a amizade e o amor podem, realmente, durar para sempre.

O que gostei mais no livro da Ana foi o facto de ter resgatado dois personagens secundários do seu romance anterior – Um amor inexplicável – e lhes ter dado um protagonismo tão bonito. Achei um pormenor muito interessante. Adorei a forma como a autora descreve todos os detalhes desta relação de amizade e nos permite sonhar com o amor deste casal.

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[EscreVivendo] “O culminar de tudo e o início de ti”

É hoje o dia. O dia em que a meia-noite se prolonga e se desdobra em 12 eternas badaladas. O dia em que tudo culmina e eu peço sempre o mesmo desejo: Tu. O início de ti. Que o novo ano te traga até mim dividido nos melhores 365 fragmentos do teu ser.

É só isso que eu peço para esta longa noite. Mas antes faço por desenhar o amor que sinto por ti em tons de arco-íris, pego nos pincéis e na palete de maquilhagem e deixo-me levar. Não é o estar bonita para ti que interessa; mas sim conseguir transmitir-te de que tamanho consigo colorir o que sinto eternamente por ti. De seguida, pinto no rosto o melhor sorriso e no olhar a melhor mirada, esperando assim poder reencontrar-te. Reconquistar-te. Recuperar-te. Reviver o que éramos e sempre fomos.

Espero por uma noite de recomeços intermináveis. Perdemos o rasto um do outro, faz precisamente esta noite um ano. Dizíamos que iríamos ficar unidos para sempre; mas esse para sempre, deixou de ser eterno e resumiu-se a poucos meses. O nosso amor estava constantemente a ser testado, a ser posto à prova, a ser fragmentado, até que chegou uma altura em que esses fragmentos deixaram de se poder encaixar e reconstruir. Percebemos, facilmente, que muitas vezes o amor também pode ser incerto e frágil como a consistência de um vidro, também pode partir-se em mil pedaços e não haver volta a dar.

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[Resenha] “Segunda-feira” – Ana Silvestre

Sinopse:

Beatriz é uma mulher, igual a tantas outras, que perdeu os seus sonhos, depois de uma existência dedicada à família. Encontra-se a meio da vida — se é que existe um meio em cada vida —, sente-se realizada profissionalmente, é pouco ambiciosa, tem dois filhos adolescentes e um marido com quem foi perdendo o diálogo e um motivo razoável para ficarem juntos; a somar a tudo isto, passa a ter a seu cargo a mãe, doente oncológica.Este auge de dor irá transformá-la, criando nela uma metamorfose — algo de que, por vezes, todos nós precisamos para alterar o rumo da nossa vida e dar-lhe sentido.

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